Ser feliz é descobrir um templo dentro de si. É viver em adoração perpétua a tudo aquilo que é fugaz demais para se fazer notar pelos descontentes. É despejar um sorriso diante de qualquer providência na vida, qualquer testamento.
A felicidade não se submete, tem força suficiente para arrebatar o mundo inteiro. É capaz de dar e receber sem nunca estar rica ou pobre. Traz para o mundo a certeza que as coisas nobres possuem. E carrega tanto de cada um de nós que nem sei... É por isso que vem sem saber como, nem para onde.
Anda por ai, sem lenço, sem documento, sem rumo, mas pode se esvair com mais facilidade do que se supõe. Portanto é preciso recebe-la bem, cuidar todo dia, mimar e inflar o ego, como se faz com um amor. Só assim ela se convence de si. Aliás, tudo que é importante é desse jeito: exige exclusividade.
Eu acho é pouco. Ser feliz não é coisa de ditador, demagogo ou gente crespa. A felicidade pertence aos bobos, aos apaixonados, a todas as crianças e aos que se desencaixam do mundo. É para quem tem tempo de se olhar no espelho, de dar valor, de desejar o bem, de descartar a cobiça. Não é coisa de gente grande, é só para aqueles que se permitem, que sonham muito alto.
E digo mais, felicidade é coisa de gente louca, utópica, mas que não se deixa perder um segundo.
Quero para mim, pois, toda a ingenuidade que me for permitida no agora e no sempre, mas que a felicidade nunca me baste, pois não se deve esperar demais do que fica estagnado. Apenas me projetarei no mundo, de forma a convecê-la de que seremos felizes para sempre juntas.
ô nathalinha, cada dia mais eu vejo vc encontrando seu lugar mundo, partilho um pouco dessa sua alegria, que pra mim se deve em grande parte por vc estar fazendo o que gosta.
ResponderExcluiraparece aí de vez em quando pra postar alguma coisa né.