- Mas porquê você não ficou triste com essas coisas?
- Não sei. Acho que antes de qualquer coisa, me edifico detrás de algo forte o suficiente para que afaste de mim qualquer manifestação rude ou impensada.
- Por parte dos outros?
- É claro. Eu não faço mal a mim mesma.
- Nem quando você decide abrir mão de algo de que gosta ou acredita, só pra agradar outra pessoa?
- Nunca fiz isso.
- Isso, no mínimo, é impossível.
- Não. Impossível é tudo aquilo em que não se deposita fé. E eu acredito muito no amor que temos por nós mesmos; mais do que no amor de uns pelos outros.
- Você é oca.
- Não me esforço pra fazer ninguém feliz. Quem quiser isso, que siga meus passos. Porque sou eu quem enxerga o mundo com esses olhos fatigados. Muita gente julga anonimamente, mas não sabe de um terço do que se passa na tua vida. Isso é errado. E já que não tenho como saber quem é honesto, padronizo meus sentimentos.
- Isso é tudo?
- Sim.
Engraçado como as pessoas são. Acham que sabem a fórmula e as atitudes de todas as outras, acham que todos são previsíveis. É claro que tem muita gente previsível, mas também há aquelas pessoas que sabem seguir suas vidas de uma forma mais independente, seguindo suas próprias maneiras de pensar, assim como você disse. "Eu acredito muito no amor que temos por nós mesmos; mais do que no amor de uns pelos outros." Livres são aqueles que pensam o que lhes agrada.
ResponderExcluirAcho que meu comentário ficou meio drogado, mas é isso aí.